A pedido de muitas alminhas...
A prova está neste video, lançado no "Teu Tubo"!
ATENÇÃO: Imagens não editadas. Linguagem imprópria.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Atascanço na Ilha da Boa Vista
terça-feira, 10 de março de 2009
Boa Vista – Cabo Verde
Pois bem meus amigos… hoje vou virar uma nova pagina na minha vida… este Post é dedicado aos merecidos habitantes da ilha da Boa Vista.
Confesso que fui para Cabo Verde com algum receio do que ia encontrar, culpa de alguns estereótipos que uma pessoa vai construindo, com a ajuda da Comunicação Social.
Naturalmente que a Ilha não é um paraíso tropical, é literalmente um deserto, sem vegetação, fustigada por ventos e sem vias de comunicação adequadas.
Férias são férias e o que interessa é estar na companhia dos amigos e aproveitar ao máximo do que dispomos. “Em Roma, sê Romano…”, foi com esse espírito que tês aventureiros alugaram uma viatura todo o terreno e com um mapa rudimentar partiram à aventura do incerto...
Por momentos julguei que estava a participar no Dakar… toda a gente nos cumprimentava com sorrisos e adeus, faziam sinal de luzes ou apitavam… apesar da poeira que a viatura ia levantando… que teimava em não deixar de nos perseguir. A medida que a adrenalina aumentava… mais distante ficava a dita civilização… a velocidades que em certas Auto-Estradas Europeias davam prisão… o caminho foi desaparecendo e passados alguns quilómetros ficamos atascados num areal…
No meio do deserto, distante do Hotel, da ajuda e do caminho… lá estavam os tês aventureiros de joelhos a desenterrar a carrinha… passados uns bons 40 minutos… vindo do nada surge um nativo… a falar crioulo… que apenas se entendia uma palavra por frase… “puxa… levanta… frente… trás… ajuda…”. Que palavra magica, ajuda… mas será que estava preparada para ela…? Quando vejo o nativo a correr em direcção ao mar, fazendo sinais a um barco de pesca que no seu regresso… vinha acompanhado de uns 10 nativos com o passo acelerado…
Bem, chegou o momento de rezar e de fazer as despedidas deste belo planeta que ia abandonar tão cedo… olhei para a cara dos meus companheiros e certamente que o pensamento era unânime, trazem as catanas, o buraco estava pronto (ironicamente escavado com as nossas mãos)… era só fazer a divisão do saque… e levar de forma impune a nossa bela carrinha como recordação… e nós ficamos ali tapadinhos na praia...
Mas o destino tem destas coisas, com a mesma velocidade que chegaram, cumprimentaram, em trabalho de equipa empurraram a carrinha até lugar transitável e a correr se despediram para o regresso do seu distante barco…
Grande lição de boas vindas nos foi dada, um povo que nos acolheu de braços abertos, com boa disposição e simpatia… de fazer corar certos imperialistas que ainda não devem saber que o tempo das colónias já passou…
Ate breve…